sexta-feira, outubro 24

"O funk de Deus" (rs)

"Céu, céu, céu, céucéucéu, céu, céu, céu...."


"Tô ficando louvadinha, tô ficando louvadinha.."



Agora tudo é de Deus: o rock, o heavy metal, o samba, o hip-hop, o funk. Me falaram que será questão de tempo para que esses ritmos sejam aceitos por todos no meio cristão. Eu profetizo: nesse dia, o juízo final estará muito próximo.



Tá na moda. O capitalismo também tá na moda. Essas pessoas querem passar a mensagem de Deus ou vender discos? Não me respondam.

"Ah, eu danço funk sim, mas só gospel" me disseram. Eu perguntei: "Mas para dançar funk você tem que rebolar a bundinha, você faz isso?" "Sim, lógico, mas é tudo com o maior respeito". Eu dispenso comentários.

Eu não tenho nada contra o ritmo do funk (repito: ritmo). Até que é bem dançante. Existem alguns funks que têm letras divertidas e não possuem conotação sexual. Mas daí a colocar uma letra para louvar a Deus! Isso é demais!

Se para conseguir arrebanhar ovelhas com tal ritmo, é melhor deixá-las soltas para que elas possam achar alguém que as arrebanhe com dignidade.
(Luiz Paulo Faustini)

Digo o mesmo para o heavy metal, o samba, o hip-hop. Ponham uma letra legal, uma letra bem família, que não faça apologia a diabo, sexo, bebedeiras, que tudo vai ficar um brilho. Para que colocar uma letra religiosa em um ritmo que não tem nada a ver com a minha, a sua e a espiritualidade de todos? Jesus dizia: "Dê a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César", ou seja, não misturem as coisas.

Existem ritmos cabíveis para uma ocasião ou outra. Um jantar à luz de velas com sua esposa pede uma música romântica, uma festa de criança pede uma música infantil, um encontro de rockeiros pede um rock pauleira.

Acredito que nós, cristãos, estamos muito acima disso. Pedimos músicas abençoadas, que toque no coração de cada pessoa. Nossas canções e nossos ritmos têm que transmitir não só o nosso sentimento de amor, mas também fazer com que o ouvinte sinta a presença de Deus em cada nota, em cada voz, em cada instrumento; te trasmitir paz e harmonia para crescimento espiritual.

E para exemplificar bem o que estou dizendo sobre uma música religiosa vou deixar um clipe de Josh Groban:


Um pequeno exemplo de um pequeno pedaço do Paraíso.


"Ninguém vos roube a seu bel-prazer a palma da corrida, sob pretexto de humildade e culto dos anjos. Desencaminham-se estas pessoas em suas próprias visões e, cheias do vão orgulho de seu espírito materialista, não se mantêm unidas à Cabeça, da qual todo o corpo, pela união das junturas e articulações, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus."
(Colossenses 2, 18-19)

3 reflexões:

Mr. bassplayer Devaneio disse...

Odeio isso, mas sou obrigado a discordar em parte...
Não é o ritmo que dita se a pessoa vai ser tocada ou não...
Claro que eu discordo das paródias funkeiras citadas no princípio do tópico, ou com músicas com levadas de "bate-macumba", como as do cantor (agora gospel) Lázaro.
Mas, sinto que se, verdadeirametne, essas músicas tem mensagens que tocam os cristãos..por que não?
Tá, eu não concordo com os ritmos tb... e a discussão de vender ou não discos é boa... mas existem vários caminhos de se tocar uma pessoa a seguir o caminho, se ela for tocada de verdade... eu não apoiarei, mas não criticarei tb...

Bom, quando às paródias cristãs feitas a partir daqueles funks já citados, eu discordo totalmente, pois, quem não vai se lembrar das letras originais?
bom, é isso...

No mais, é isso ae!! :)

L.P. Faustini disse...

O ritmo não dita se a pessoa vai ser tocada ou não, mas dita se ela vai ser tocada do jeito certo ou não. O que te leva à comunhão com Deus?

Kézia Garcia disse...

Concordo com seu texto em parte. Fazer parodias utilizando melodias mundanas, é horroroso. Deus merece o nosso melhor, e copiar algo mundano para louvar a Deus esta longe de ser o nosso melhor.
Mas quanto ao restante do texto, bem...
A palavra "gospel" surgiu nos EUA para denominar as musicas caracteristicas dos cultos das comunidades negras norte-americanas; musicas essas, inspiradas na musica fouclorica local. Depois surgiu a Christian Music, com influencia nas musicas mais "pop". Aqui no Brasil, muitas das musicas cantadas nas igrejas, são traduções dessas musicas americanas, ou com um estilo proximo. Então por que não podemos usar estilos musicais de nossa cultura?
O que quero dizer é que, se formos olhar pela sua lógica, qualquer musica não deveria ser usada como forma de louvor, pois todas são inspiradas no estilo musical de sua cultura. Até mesmo as canções de Israel nos tempos da Biblia, eram de acordo com a musica de sua cultura; a mesma cantada pelos impios.
Acredito que a grande questão não é o estilo musical em si, pois essa é uma questão cultural. A questão é a mensagem passada através dela.
http://www.blogeagora.blogspot.in/2015/01/gospel-secular-e-pos-gospel.html