quarta-feira, julho 21

Ser cristão não é... (TOP 5)

(1) Ser cristão não é acreditar que Deus existe.

Você pode perfeitamente acreditar que Ele existe e ainda assim não ser filho dEle. Crer na existência de Deus não nos garante nada com respeito à salvação. Está escrito: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem”.



Você pode crer que Deus é um só; que o Seu Filho é o Salvador e que Deus é uma trindade, mas nada disso o concederá o perdão divino. De acordo com o versículo citado, os demônios sabem disso tudo, mas não há salvação oferecida a eles. Acreditar que Deus existe não muda nada. Pois me diga, acreditar que os médicos existem e podem curar as suas doenças, cura a sua doença? Claro que não! Saber o nome do médico e onde ele trabalha não cura ninguém, se você não for até lá e pedir ajuda você continuará doente.

Por favor, não se engane, crer e defender a posição teísta (que diz que Deus existe) não é o suficiente. Da mesma forma que saber onde o médico trabalha não cura a sua doença, assim também saber que Deus existe não faz de você “uma nova criatura”; um “filho de Deus”.

(2) Ser cristão não é ser simpatizante do Evangelho ou profundo admirador de Jesus.

Isso não basta também. Você pode achar a mensagem de Cristo linda, sua filosofia de vida perfeita, o seu caminho bom e as suas palavras construtivas, mas isso não basta! Tiago escreveu: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência”.

Aquele que apenas ouve; admira a palavra de Deus, é como um homem que fica se olhando no espelho e se admirando; acha tudo muito bonito, fica muito encantado com o que vê mas não faz nada, e logo que vira o rosto esquece como era a sua imagem. Quem contempla a palavra de Deus; admira o Evangelho; acha a mensagem de Cristo bonita e não a pratica é assim, como um homem que gosta do que vê, mas não conhece a essência do que está vendo. É como um homem que acha a capa de um livro maravilhosa, mas nunca abre o livro para lê-lo, e assim perde os benefícios do seu conteúdo. Não adianta achar as palavras de Cristo bonitas, é preciso praticá-las!

[...]


(3) Ser cristão não é pertencer a uma igreja, muito menos freqüentar um culto de vez em quando.

Veja bem, se freqüentar uma igreja é ser cristão, então de acordo com essa lógica, freqüentar uma delegacia me faria um policial, ou ir para um estádio de futebol me faria um jogador. Ora, que exemplos ridículos não? Mas é claro! O exemplo é tão ridículo quanto a afirmação em questão! Você pode dizer “mas é óbvio que nós sabemos que ir para a igreja não nos torna cristãos”, mas se vocês sabem disso, por que agem como se não soubessem? Por que então fora da igreja vocês são uma coisa e dentro outra? O tipo de pessoa que você é enquanto está sentado numa cadeira escutando um sermão, não é o mesmo tipo de pessoa que dá risadas na sala de aula ou no trabalho, é? Se for, que bom (ou que mau). Ser cristão não é freqüentar cultos e encontros.

Imagine que infeliz seria o seu relacionamento com os seus filhos se eles apenas o visitassem uma, ou duas, no máximo três vezes por semana, com ora marcada, local fixo, repertório ensaiado, conversas decoradas e uma baita hipocrisia. Creio que você seria o pai mais infeliz do mundo, e tentaria de tudo para abrir os olhos do seu filho e lhe dizer o quanto esse tipo de relacionamento está prejudicando os dois. Não se vai à igreja se encontrar com Deus, aliás, não se vai à igreja, se é igreja! Nós somos a igreja; nosso corpo é o templo; nossa vida é o culto; nossas escolhas são os sacrifícios; nossos pensamentos são os louvores! Tudo isso está muito claro e evidente no Novo Testamento.

Acompanhe: Se (A) a igreja é a casa de Deus, e (B) nós somos o templo onde Deus habita, então (C) Deus habita em nós, e (D) nós somos a igreja. (Leia novamente e tente entender a lógica conclusiva). Se nós somos a igreja, então é errado afirmar que vamos à igreja, mas antes, nos reunimos como igreja e vivemos como igreja. Nós somos a casa de Deus. Está escrito: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós” (1 Cor 6.19), “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.” (João 14.23). Pedro escreveu que “somos pedras vivas”, e juntos formamos “casa espiritual” de Deus, e quando “estamos reunidos em Seu nome, ali no nosso meio Ele estará” e ali será uma igreja. O galpão onde a congregação se reúne é apenas um galpão e nada mais! Não há nada de especial ou de “ungido” no lugar onde se congrega. Está escrito “Deus não habita em templos feitos por mãos de homens”.

Deus não dorme no galpão da congregação. Deus deixou de morar em lugares fixos desde a cruz, quando o “véu se partiu e o templo rachou no meio”. Não há mais lugares santos, apenas pessoas santificadas, e onde quer que nós, cristãos, formos, ali estará Deus conosco santificando o lugar. “O reino de Deus não é desse mundo”, portanto não tem sede fixa; o reino de Deus, como Cristo falou, “estaria em nós”, e nós o levaríamos para onde fossemos.

Ou seja, nós somos o lugar onde Deus quer morar; nosso corpo é a casa onde esse Pai quer morar conosco, filhos adotivos! Ele quer fazer parte de nossos relacionamentos e atividades. Deus, sendo Pai, quer estar com seus filhos em todos os lugares e em todas as situações. Se você não pode carregar Deus para onde você vai, reconsidere a sua filiação; repense quem é o seu Pai. “Luz e trevas não habitam juntas”, o Reino de Deus e o reino do príncipe desse mundo não podem estar ao mesmo tempo no mesmo lugar.

Ser cristão não é ir para a igreja nem freqüentar cultos, mas sim ser igreja e prestar cultos (todos os dias, em todos os tempos, em todos os lugares e de todas as formas).

(4) ser cristão não é ter uma religião ou fazer parte de uma família religiosa.

Fé não é doença hereditária; não passa de pai para filho. Fé também não é sexualmente transmissível; o fato de seu cônjuge ser cristão não o transforma num cristão. Do que importa se o seu pai é católico, ou a sua mãe protestante? A fé deles nada muda a sua condição. Do que importa se o seu cônjuge é filho de Deus? A fé dele não pode salvar a tua alma. Fé não é transmissível biologicamente, fé é decisão individual.

Deus não forçaria ninguém a entrar no céu, pois ser forçado a morar no céu contra a própria vontade seria um inferno.

(5) ser cristão não é se achar uma boa pessoa. (adaptado do original)

Se você pudesse conversar com os homens e mulheres mais nobres do mundo; mais bondosos; mais amorosos, e pedisse a eles “se eles se acham pessoas boas”, você ouviria um “não” enfático. É possível ser amoroso, honesto e bom sem adorar a Cristo. Conheço incrédulos que são assim, mas “Deus não se impressiona com as nossas obras porque ele conhece o nosso coração, e sabe que os nossos desígnios são maus”. Cristo disse no sermão do monte que “aquele que tiver um pensamento impuro, ou uma intenção impura já se condenou”. A intenção e os pensamentos também contam! Diante disso a minha pergunta então é: “Você consegue ser assim bom; assim perfeito? Você acha que você consegue ser bom ao padrão de Deus? Ao ponto de nunca ter nem um pensamento errado nem uma motivação errada?”. Ora, sejamos honestos uns com os outros! É claro que a resposta é não! Quanto maior e mais digno for o homem, mais ele reconhece a sua desgraça e a sua incapacidade.

Paulo disse que se considerava “o maior de todos os pecadores”; Pedro se considerava “indigno de morrer como Cristo morreu”. João Batista, homem que foi elogiado por Jesus Cristo, disse que “não seria digno de desamarrar as sandálias dos pés de Jesus”. Gandhi não tinha uma imagem muito positiva de si mesmo e se punia. Todos os grandes homens desse mundo se achavam indignos de serem aceitos por Deus.

Se a luz estivesse em nós, nós já teríamos dado um jeito de concertar o mundo, e faz mais de 6.000 anos que esse mundo só piora. Quando Deus olha para o mundo Ele vê “que a maldade do homem se multiplica na terra, e que é continuamente mal todo o desígnio do seu coração; Ele se arrepende de ter criado o homem” (Gênesis 6).

Não se engane você não é bom! Você pode ser simpático, amoroso, paciente; pode possuir muitas virtudes, mas para Deus, você não é bom. Ninguém é! Não existem “pessoas boas” e “pessoas más”, apenas “arrependidas” e “não arrependidas”. Se as nossas obras nos bendizem, os nossos pensamentos e intenções nos condenam. A vida do lado de fora pode ser ajeitada e bem comportada, mas e a vida do lado de dentro? Você deixaria os seus pensamentos e imaginações serem rodados numa tela de cinema para todos os seus amigos assistirem? Pois é! Nem eu! Mas Deus os assiste!

Não sou um homem bom, mas sou um homem arrependido. Não sou justo, mas sou justificado. Não sou santo, mas sou santificado. Não sou perfeito, mas sou aperfeiçoado. Não mereço entrar no Reino de Deus, mas posso. O espírito de Deus opera todas essas coisas em mim. Eu dou o espaço a Ele, e Ele me transforma.

Se você se considera uma pessoa boa, não quero contrariá-lo, um dia você vai cansar de crer nos homens, garanto-lhe; um dia você perde a fé em si mesmo.

Mas então o que é ser cristão? Resumidamente, ser cristão é “amar a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo seu entendimento e de toda a sua força” e "amar ao próximo como a si mesmo". [...] Se você tenta honrar a Deus com todos os seus pensamentos, com todas as suas ações, com todas as suas palavras e faz isso tudo movido por um grande amor e gratidão ao que Cristo fez por você, e ao mesmo tempo considera que cada pessoa em volta de você, seja seu amigo, seja uma pessoa que te fez mal, é digna de ser tratada bem, com compaixão, de ser ajudada e digna de seu amor, então você é filho de Deus!

retirado e adaptado do blog "Culto Racional"

7 reflexões:

Marcos Almeida ( Túlio ) disse...

De fato tem razão esse seu raciocínio, é bem lógico, no que diz respeito ser Cristão. Gostei da forma que você explanou as palavras de forma clara e lúcida, isso é bom, pois ainda existem pessoas enganadas a respeito do que acabei de ler, e concordo plenamente, pois está escrito não um bom si quer, pois O Senhor nosso Deus viu e olhou para a terra e não viu um justo si quer, mas para nossa Felicidade ele se fez Carne e habitou no meio de nós e nos ensinou como podemos alcançar a graça que infelizmente nem merecidamente, não somos dignos dessa tão maravilha e graça que o Senhor nosso Deus nos concedeu, através do Seu Filho Amado Jesus, Que o Espírito Santo de Deus continue usando e capacitando e levantando homens com discernimento, entendimento e sabedoria do alto, não pra não envaidecer, mas que toda honra e gloria seja dada a Ele que é digno de todo honra e gloria.
Amém Marcos Almeida.

EDUARDO LANNA disse...

cara mto bom seu blog,gostei mesmo..depois da uma conferida no meu;

www.naumpaguenada.blogspot.com

gisele disse...

adorei sou evangélica e vc tem toa a razão devemos respeitar e amar ums aos outros não importando as diferenças pois muitas das vezes as diferenças nos tornão pessoas intereçantes bjos gisele sei que encontrara uma pessoa que te ame do jeito que vc é+1vez adorei tudinho(coloque mais coisas sobre o namoro)

L.P. Faustini disse...

Obrigado pelo carinho, Gisele.

A paz!

bianca disse...

GOSTEI MUITO,PENSO ASSIM, CHEGA DE HIPOCRISIA. PRECISAMOS CRESCER EM DEUS À CADA DIA.

Anônimo disse...

parabéns ..gostei muito q Deus te capacite cada vez mais vc e um benção.

Tania Mendes disse...

Sou uma vítima de intolerância religiosa, sou católica e meu namorado evangélico, que estava afastado e agora retornou...nos vê como pecado...e como eu disse ontem, Deus agrega, não segrega. Estas questões de intolerância são do homem, não de Deus. Um crime com sentimentos e com a vida....enfim...respeito acima de tudo.